O Pelourinho, resultante do foral de D. Manuel I, foi apeado em 1870 para ser reerguido em 1910, antecedendo nova deslocação e reposição.
Pelourinho de Chaves
Pelourinho de Chaves

Devido à sua posição geográfica na condição fronteiriça, e após tantas guerras, a cidade de Chaves empreendeu um novo ciclo de estabilidade começada por D. Dinis, fortalecido por D. Afonso III, atribuindo-lhe autonomia concelhia, e por conseguinte o seu repovoamento, contribuindo assim para que a Cidade recebesse o foral.

Este foral foi confirmado por D. Afonso IV, e mais tarde renovado por D. Manuel I. Esta pacificação possibilitou a realização de uma ampla e consecutiva campanha de obras, construindo edifícios, etc. De entre estas novas construções, consta que o Pelourinho é uma delas, dando à cidade uma maior autonomia judicial.

Foi apeado em 1870 para ser reerguido em 1910, antecedendo nova deslocação e reposição, tal como sucedeu com outros exemplares no resto do País.

Assenta numa plataforma de cinco degraus quadrados reforçada por base de um único degrau com a mesma configuração. O fuste da coluna do Pelourinho ergue-se sobre grande paralelipipédico chanfrado nos ângulos e moldurado inferior e superiormente, inscrevendo-se no estilo Manuelino pelos toros espiralados que o compõem. Pelo capitel, onde coexiste uma pirâmide truncada invertida lavrada nas faces - uma das quais ostentando  brasão, perfazendo tabuleiro quadrado encimado por colunelos torcidos nos cantos e um quinto, ao centro, a suportar a esfera armilar.

Está classificado como Imóvel de Interesse Público.

Coordenadas GPS: N 41 44.392' W 007 28.242'  (41.73987, -7.47070)

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