Moinho
Moinho

Uma das raridades a caminho da extinção, imaculadamente defendida por esta ou aquela câmara ou junta, mantendo-os em pé e restaurados e muitas vezes dando-lhe uma nova função diferente da qual para que foram feitos.

Assim foram edificados para a moagem da farinha do pão, aproveitando neste caso o vento. Outros do género existem junto aos rios, sendo estes a aproveitarem a corrente das águas.

Os moinhos de vento apresentam uma forma cilíndrica, simplesmente com dois rasgos, um com a porta e outro com uma janela, ambos em verga reta. Do telhado sai um eixo em madeira de onde partem raios também em madeira que seguram as velas que o vento faz rodar. Um engenhoso sistema permite ao moleiro dirigir este eixo, rodando o telhado, para o lado de onde sopra o vento e assim aproveitá-lo ao máximo. No interior existem duas mós sobrepostas, a de cima ligada ao eixo das velas, rodando com elas, a de baixo fixa. O cereal, por exemplo trigo ou milho, é despejado entre as mós que o fazem moer, produzindo assim a farinha.

Os raios e as cordas que os unem têm presos diversos púcaros que produzem o som caraterístico que se ouve sempre junto destes moinhos quando as velas estão a rodar.

Coordenadas GPS: N 39 22.269' W 009 07.670'  (39.37115, -9.12783)

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