Vista Geral de Piódão
Vista Geral

À semelhança da história das aldeias da Serra do Açor e Lousã, a aldeia de Piodão cedo se evidenciou das outras. Acredita-se que o início da sua existência tenha ocorrido no séc. XIII com um Mosteiro Cisterciense, sendo que atualmente não haja vestígios deste mosteiro. O lugar começou por se chamar de Casas de Piódam.

Situada nas faldas da Serra do Açor, verdadeiramente na base de um buraco de montanhas que a Mãe Natureza concedeu, permitindo que estas sejam contornadas com curvas e contracurvas até se chegar ao verdadeiro paraíso chamado de Piodão. A aldeia, caraterizada pela sua disposição em declive, permite que lhe seja chamada de presépio de xisto pela sua consistência formal, arquitetónica e estética, com toda a aldeia edificada com materiais de alvenaria de pedra de xisto e coberturas de lajes no mesmo material.

Vista Geral de Piódão
Vista Geral

Perdida no tempo e no espaço, como a querer confundir-se no encanto de uma paisagem majestosa, a aldeia de Piodão entra a encabeçar a rota das vinte e sete Aldeias de Xisto. Uma verdadeira jóia em bruto, em que as únicas exceções são a Igreja Matriz e a Capela de São Pedro com as suas pinturas em branco, sendo possível ao visitante poder identificá-las no cimo do monte.

Devido à posição geográfica a que a aldeia está sujeita, inscreve-se na sua história a fixação de um dos assassinos de Inês de Castro, Diogo Lopes Pacheco, e hoje é habitada por uma maioria de famílias com estes sobrenomes. Mais tarde por aqui se fixou o Cónego Manuel Fernandes Nogueira que funda um colégio, a que lhe chamam de seminário, entre os anos de 1886 e 1906, em que juntou bastantes jovens criando um pólo cultural de grande importância para a zona.

Piódão, publicado em por