História e desenvolvimento de Lisboa


Antes da ocupação romana, o povoado onde hoje está localizada a cidade de Lisboa tinha a denominação de Olisipo. Daí a designação de Olissiponenses da região e dos habitantes. Foi baptizada pelos romanos de Olisipo Felicitas Julia, tornando-se um município; para os visigóticos era Olissibona e para os muçulmanos Ulixbona ou Aschbouna.

Com a ocupação romana, foi transformada numa importante cidade no séc. II a.C., aproveitando a herança deixada pelos navegadores gregos e fenícios. Nesta altura ocupava toda a colina desde o castelo de S. Jorge até às margens do rio e até onde hoje é o Rossio.

A cidade foi saqueada em 419 pelos Godos, em 453 ocupada pelos Suevos, depois sucessivamente pelos Visigodos, Suevos, Godos e novamente pelos Visigodos e finalmente conquistada pelos Mouros em 714.

Com a conquista aos Mouros em 1147, por D. Afonso Henriques, levantam-se os primeiros templos, em alguns casos aproveitando materiais das antigas mesquitas. Lentamente foi ocupando os férteis campos adjacentes, primeiro nas zonas ribeirinhas e depois para o interior.

Recebeu a primeira carta de foral em 1179.

Com a transferência da capital para Lisboa, em 1255, são construidos mais alguns monumentos. Conseguiu um grande desenvolvimento como entreposto comercial marítimo, tornando-se na altura uma das mais florescentes cidades do mundo e o principal mercado europeu.

Devido às sucessivas construções pelos diversos povos, foi uma cidade de complicada e confusa urbanização, rica de contrastes e combinações de diferentes estilos que o terramoto de 1 de Novembro de 1755, seguido de maremoto e incêndios, surpreendeu e destruiu.

Sobre os escombros da velha capital levanta-se a Lisboa pombalina, uma das mais arrojadas concepções urbanísticas, empreendida pelo Marquês de Pombal, 1º Ministro do rei D. José I.

Com o surto industrial do séc. XIX, a cidade vê-se acrescida de população provinciana. Sendo anteriormente edificada sobre as Sete Colinas tradicionais (Castelo, Chagas, Sant'Ana, Santa Catarina, Santo André, S. Roque e S. Vicente), foi obrigada a transpôr esse limite, aglutinando progressivamente as freguesias circundantes, a Ajuda, Estrela, Alcântara, e Belém. Com a abertura da Avenida da Liberdade, antes um parque com a denominação de Passeio Público, começa a expandir-se para o Norte.

Sede de diocese já no séc. IV, foi restaurada depois da conquista em 1147 e passou a metrópole eclesiástica em 1393 com a categoria de patriarcado desde 1716.




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