"Faço Vila este lugar de Ponte", assim foram estas as minhas palavras ao conceder o foral em 1125 à localidade.

Nascimento e Casamento

Estátua Dª Teresa de Aragão

Teresa de Aragão, de meu nome, fui destinada pelo Rei Afonso VI, meu pai, a que o reino de Portucale fosse o meu destino e que, sob os olhares divergentes, causou muita polémica, a qual passo a descrever:

Como disse, sou filha de Afonso VI e de Dª Ximena Moniz e neta da Condessa Velasquita Moniz. Em virtude da reconquista pelos Cruzados de territórios invadidos pelos muçulmanos, meu pai deu a minha mão ao nobre e cruzado francês, Henrique de Borgonha.

Estátua Dª Teresa de Aragão

O casamento realizou-se em 1093 e, como prenda de casamento, foi entregue ao Senhor meu marido o Condado Portucalense, fazendo-nos Condes e dignitários do Condado.

Desta minha união nasceram Urraca, Sancha e Teresa e o único varão, Afonso Henriques. O governo do meu marido Henrique foi de pouco tempo, uma vez que em 1112 teve morte repentina. À data, o Afonso Henriques, único com direito sucessório, era de menor idade. Passei assim a governar o Condado Portucalense, tendo em 1121 assumido o título de Rainha, o qual teve a aprovação do Papa, da minha irmã Urraca e do seu filho Afonso de Leão e Castela.

Desterro

Uma tentativa de dar seguimento ao pensamento do meu marido foi talvez o início dos meus problemas. Ao aliar-me a uma Família poderosa da Galiza, daqui resultou o pensamento de uma independência relativa ao Reino de Leão, em que a regência ficaria a cargo da minha meia irmã Urraca de Leão, em simultâneo com o alargamento dos domínios.

Entretanto fui desterrada para o Castelo da Póvoa de Lanhoso em virtude do ataque feito por Urraca e, para manter o Condado Portucalense, concordei em assinar um tratado. Os acontecimentos evoluíram muito rápido com a morte de Urraca, e a permanência de manter a aliança com a Família Peres de Trava manteve o descontentamento sentido pelos nobres do Condado, inclusivamente pelo meu próprio filho, Afonso Henriques.

Uma insurreição contra o governo Castelhano-Leonês, em que pretendia uma defesa e uma proteção dos direitos da autonomia de Afonso Raimundes, coroado Rei da Galiza, originou um insurgimento por parte do meu filho Afonso Henriques, apoiado pelo Arcebispo de Braga.

Independência do Condado

Afonso Henriques foi armado cavaleiro e conseguiu o apoio dos nobres Portucalenses pela causa da reconquista da soberania a que tinha direito. O previsto aconteceu em 1128, na Batalha de São Mamede, perto de Guimarães, em que eu acabei derrotada pelo meu filho. Assumindo ele então o governo do Condado acabou com os meus planos e do Bispo de Santiago de Compostela, em que este cobiçava os domínios do Condado.

Refugiei-me na Galiza, pois tinha uma ordem do meu filho para me desterrar juntamente com Fernão Peres de Trava no Castelo da Póvoa de Lanhoso. Fiquei exilada até morrer no Mosteiro de Montederramo.

Esta foi a minha longa história em que o foral concedido à Vila de Ponte do Lima é das últimas ações que realizei antes de morrer. Na verdade, acabei perpetuada por esta e nesta Vila.

Localização

Esta estátua está no início da Avenida António Feijó, ao lado dos Paços do Concelho.

Coordenadas GPS: N 41 46.021' W 008 34.992'  (41.76702, -8.58320)
Ponte de Lima, publicado em por

 

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