Este templo foi mandado edificar pelo infante D. Luís no século XVI. De estilo renascentista, destaca-se as colunas e meias colunas com capitéis dóricos, onde assenta a cúpula.

O Paço Velho

Capela do Paço Real
Capela do Paço Real

Sendo um excelente local de caça, desde muito cedo é local preferido da realeza para essa atividade. Na tapada do palácio realizavam-se assim grande caçadas ao javali.

As primeiras referências que se conhecem ao Palácio de Salvaterra datam de 1383. Este paço, o Paço Velho, é referido no contrato de casamento entre a Infanta D. Beatriz, filha do Rei D. Fernando de Portugal, e o rei de Castela, conhecido como Tratado de Salvaterra de Magos.

Embora existam documentos reais que foram assinados em Salvaterra de Magos, e daí a necessidade de existir um local condigno para as entidades nacionais e internacionais, o facto é que poucas referências existem a este palácio.

Construção do Palácio

Construção do Paço Real
Construção do Paço Real

Em 1542 o Infante D. Luís, filho de D. Manuel I, após lhe ser cedida Salvaterra de Magos pelo seu irmão, o Rei D. João III, mandou ali renovar e ampliar o Palácio Real, dando assim origem ao Paço Novo. A obra esteve a cargo do arquiteto Miguel de Arruda. É também por este motivo que o Paço é designado por Paço do Infante D. Luís.

O Infante D. Luís quis que a obra se tornasse num edifício capaz de "ser uma habitação sua", conforme descrito pelos seus biógrafos.

Foi graças a esta obra que os sucessores de D. Luís, as figuras da realeza, ali se fixavam principalmente pelas coutadas onde se realizavam grandes caçadas.

No reinado de Filipe I, no século XIV, foram arranjados os jardins e atribuídas grandes verbas para a manutenção do palácio. Com D. Pedro II, no século XVII, são pintados os tetos do palácio, agora com influência do barroco.

Remodelação e Ampliação

Na primeira metade do século XVIII é efetuado um grande plano de remodelação e ampliação, no qual se constrói a Casa da Ópera, ou Real Teatro de Salvaterra, que foi inaugurado em 21 de janeiro de 1753 com a ópera "Didone Abandonata".

Depois desta, foram apresentadas diversas peças de teatro dos mais diversos estilos, mas apenas no inverno, quando a Família Real estava em Salvaterra de Magos.

O Terramoto de 1755

O terramoto de 1755 provocou, também aqui, danos consideráveis.

Nos anos seguintes foram realizadas obras de recuperação e restauro. Estas obras foram dirigidas por José Joaquim Ludovice e Carlos Mardel, figuras importantes em outras obras, como por exemplo a reconstrução da Baixa Pombalina, em Lisboa.

A Decadência no Século XIX

Pelas Invasões Francesas, no século XIX, a Família Real é obrigada a refugiar-se no Brasil, deixando o Paço de Salvaterra ao abandono. Inicia assim a sua degradação.

Um violento incêndio em 1818 destruiu o Paço Real e todas as dependências, os jardins, o teatro e a arena de touradas. A ausência da Família Real, que estava no Brasil, ajudou ao abandono. Só restou de pé o que hoje existe, a Capela Real e a Falcoaria.

Um terramoto em 1858 fez desmoronar a fachada do edifício. Finalmente as ruínas são arrematadas em hasta pública, entre 1862 e 1863, determinando o fim deste palácio que foi dos mais importantes a nível nacional.

Existem alguns vestígios, como por exemplo colunas, em edifícios dispersos pela vila que estão agora situados onde era o palácio.

A Capela Real

Capela do Paço Real
A Capela do
Paço Real

A Capela Real, um templo renascentista, tem origem no século XVI por ordem do Infante D. Luís. Foi remodelada nos séculos seguintes.

No exterior, a porta é de verga reta, encimada por um tímpano triangular. A arquitrave assenta em colunas dóricas e é sobrepujada por um óculo e uma cruz. A ladear a porta vemos o que foi uma janela, de formato idêntico à porta. À esquerda da porta vemos duas janelas gradeadas e, no telhado, uma pequena sineira. São estes os únicos sinais exteriores que mostram que aquela construção era uma capela.

Interior da Capela

As colunas
As Colunas

A capela tem planta quadrada. A cúpula octogonal assenta em volumosas colunas e meias colunas com capitéis dóricos. As meias colunas encontram-se adossadas às paredes.

O restante corpo da capela também assenta em colunas.

A Varanda da Realeza
A Varanda da Realeza

Na parte posterior no interior da capela nota-se, num nível superior, o local onde a Família Real assistia às celebrações religiosas. Sendo uma varanda nesse tempo, é agora apenas uma parede, mas onde se nota o recorte antigo.

O Altar-mor

Altar-mor
Teto do Altar-mor
Teto do Altar-mor
Altar-mor, Colunas e Teto

No século XVII D. Pedro II manda construir o altar-mor em talha dourada. Este, ao contrário da capela, tem colunas barrocas com capitéis coríntios.

Um Cristo em tamanho natural completa o altar.

Da mesma época são os frescos do teto da capela-mor, uma composição barroca, em que anjos voam em volta de um medalhão central. Nos cantos outros medalhões ovais completam o teto, estes decorados com motivos a ver com a Paixão de Cristo.

Exposição Histórica

Evolução Histórica
Evolução Histórica
Objetos Litúrgicos
Objetos Litúrgicos
Paramentos
Paramentos
Santa Teresa de Ávila, Pietà e S. José
Sta. Teresa, Pietà e S. José
Sacrário
Sacrário

No interior da capela vemos uma exposição que conta toda a história do Paço Real. Podemos ainda ver paramentos e outros elementos da capela antes da adaptação, tal como um sacrário em madeira.

Classificação

A Capela do Paço Real foi classificada como Imóvel de Interesse Público em 1953.

Localização

Coordenadas GPS: N 39 01.679' W 008 47.456'  (39.02798, -8.79093)

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