Mosteiro de Coz - exterior

Segundo alguns historiadores a construção deste mosteiro data de 1279, pelo abade do Mosteiro de Alcobaça, D. Fernando, cumprindo assim uma cláusula do testamento do rei D. Sancho II. Este mosteiro seria construído, segundo esse testamento, para albergar as mulheres viúvas que levassem uma vida religiosa. Estas assegurariam o bom funcionamento do Mosteiro de Alcobaça, e fizeram o Mosteiro de Cós evoluir até se tornar num dos mosteiros mais ricos da Ordem de Cister, no início do séc. XVI.

Na segunda metade do séc. XVII teve diversas obras de recuperação e em 1669 teve início a construção da nova cabeceira da igreja e, pouco depois, a construção do claustro, a finalização da cobertura e o portal. Continuou entretanto a decoração barroca dos seus altares em talha dourada, azulejos e pinturas. Foi assim habitado até o terramoto de 1755 o destruir parcialmente e desalojar as monjas, seguido da extinção das Ordens Religiosas, em 1834. Seguiu-se o saque e a ocupação dos espaços. Deste mosteiro atualmente só resta a igreja, pertencendo a fonte, o celeiro e a adega, que lhe estavam anexos, a particulares e estando o restante em ruínas, nomeadamente os dormitórios que podemos apreciar no exterior, num plano perpendicular à igreja.

Mosteiro de Coz - Altar lateral
Mosteiro de Coz - Altar-mor
Mosteiro de Coz - Altar lateral

A igreja é composta por uma nave única com o altar-mor uma posição mais elevada. A nave da igreja está dividida em duas partes por um arco e uma grade de clausura em talha dourada, que separa totalmente a parte reservada às monjas da parte reservada ao público.

Mosteiro de Coz - Clausura
Mosteiro de Coz - Coro
Mosteiro de Coz - Porta manuelina

Enquanto as paredes da parte do público são revestidas de azulejos até cerca de 1 metro de altura, as paredes da parte reservada são revestidas na sua totalidade.

Na parede de fundo deste espaço podemos apreciar uma porta manuelina composta por duas esferas armilares, as armas régias e a Cruz de Cristo.

 
Mosteiro de Coz - Altar-mor
Mosteiro de Coz - Altar-mor
Mosteiro de Coz - Teto

Salienta-se o retábulo da capela-mor, em estilo nacional, representando a Sagrada Família durante a fuga para o Egito e a imagem da Virgem no trono. O teto é revestido de caixotões que representam santos, símbolos alegóricos e burlescos.

As paredes estão parcialmente cobertas de azulejos tal como a sacristia onde se salientam os painéis representativos da vida de São Bernardo.

No exterior podemos ver o portal de verga reta enquadrado por arquitrave sobre pilastras, encimado por frontão triangular interrompido com brasão real emoldurado por cartela de volutas. No lintel está a data de 1671. Anexada está a torre sineira, encimada por pináculos, com um relógio.

A igreja pode ser visitada, bastando para isso pedir ao dono da loja de recordações que se situa mesmo junto da entrada do recinto, e que fará uma visita guiada com explicações de tudo o que podemos observar.

A igreja está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1946.

Coordenadas GPS: N 39 36.113' W 008 57.353'  (39.60188, -8.95588)
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