Paços do Concelho

No centro histórico, nomeadamente na Praça José Falcão, levanta-se o edifício máximo que representa anos e anos de história. A região mostra sinais que remontam ao período da pré-história, com vestígios em necrópoles de sepulturas existentes no Alto do Calvário.

A história desta vila e o seu desenvolvimento continuam com a edificação de uma fortaleza do séc. X, que serviu de base para vigiar e defender duas importantes caminhos romanos que faziam as ligações entre Tomar e Coimbra e do interior da península ao ocidente.

Paços do Concelho

Em 1116, o castelo terá sido destruído por uma expedição almorávida, provocando um grande número de mortes e prisioneiros, desconhecendo-se o ano de reconstrução. No ano de 1136, a vila recebeu o primeiro foral das mãos de D. Afonso Henriques, com a confirmação por D. Afonso II. O castelo seria referenciado em 1383 quando João Afonso Teles abriu as portas para receber D. João I de Castela, quando este seguia para Lisboa para contestar o Mestre de Avis.

Contudo a construção foi-se arruinando com o decorrer dos tempos e, em 1799, deu-se conta de que um aluimento acabara com o que restava do castelo, acabando as pedras a servir para construções próprias e renovação de pontes. Novamente o concelho e a vila foram palcos, recebendo todo o protagonismo, quando por aqui passou a terceira Invasão Francesa, devido à sua localização, permitindo uma linha estratégica de movimentação dos exércitos.

Paços do Concelho

Muita história passou por esta vila, dando-lhe uma contribuição importante no desenvolvimento e na afixação populacional, segundo o registo dos censos. Em 1864 dava conta de 10.453 habitantes e atualmente está com uma população de cerca de 14.000 habitantes.

Edifício de planta retangular, de dois pisos e três panos. O pano central é formado por duas portas idênticas a abranger o piso térreo, de moldura em arco perfeito, encimado por uma pequena sacada de guarda em pedra a abrangendo duas janelas em moldura retangular. É finalizada por um brasão em relevo com a esfera armilar. Nos dois panos e no restante edifício, as aberturas nos dois pisos são em moldura reta.

Coordenadas GPS: N 40 05.577' W 008 19.971'  (40.09295, -8.33285)
Miranda do Corvo, publicado em por

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