Palácio do Conselheiro Lopes Branco

À semelhança do Paço de Maiorca, o Palácio do Conselheiro Branco está situado no centro da vila, muito próximo desse edifício. De uma tipologia diferente, também marca e faz a diferença do casario, seguindo o modelo da Antiga Feitoria Inglesa no Porto.

Este palácio tem tanto de imponência como de incertezas, como o exemplo da não existência de uma história, uma cronologia, somente a data de 1884 como possível início da construção e finalmente um motivo que esteve na origem deste edifício. Deste, serviu-se António Roberto de Oliveira Lopes Branco como sua residência ao tornar-se Juíz de Fora da Figueira da Foz e impulsionador da Maçonaria, uma das razões pela qual foi edificado.

A outra possível está relacionada com as atividades comerciais, servindo também de apoio à comunidade britânica no Porto, sendo por isso os edifícios semelhantes arquitetonicamente. Contudo não há qualquer ligação entre o Conselheiro Branco e esta colónia.

Edifício de três pisos, está dividido por pilastras em três panos, possuindo no pano central do piso térreo três portas e nos laterais igualmente três janelas cada. Todas estas aberturas estão em arco de volta perfeita encimadas por uma sacada em guarda de ferro protegendo três janelas em cada pano e possuindo frontões semicirculares ao centro e seis frontões triangulares nas laterais. No terceiro e último piso apresenta nove janelas retangulares e com uma finalização em platibanda, com a parte central interrompida em grinalda.

Após a morte do primeiro inquilino, Conselheiro Branco, o edifício passou por diversas mãos, começando por uma escola de freiras, seguindo-lhe um consultório médico, uma creche e passando o imóvel, em 1930, para a Câmara Municipal da Figueira da Foz. Para finalizar, em 1960 recebeu a Guarda Nacional Republicana.

Está considerado como Imóvel de Interesse Municipal.

Coordenadas GPS: N 40 09.951' W 008 45.339'  (40.16585, -8.75565)

Temas / Tags

Maiorca, publicado em por